E o desenrolar do jogo de hoje demonstrou que havia de facto razões para pensar dessa forma, porque a equipa madeirense voltou a realizar uma exibição extremamente positiva e a dificultar e muito a tarefa ao adversário, não tendo no entanto conseguido saír com o resultado que não só pretendia, como de facto merecia pelo que mostrou ao longo dos noventa minutos.
Como de resto já tive oportunidade de dizer na shout, o erro de arbitragem que ocorre no lance do segundo golo e que acaba por influenciar de certa maneira o resultado é o que menos me importa neste jogo, e a única conclusão que dele tiro (é pena que nem todos façam o mesmo) é que como sempre, erros destes ocorrem em todos os jogos, umas vezes em benefício outras em prejuízo das equipas, pelo que nenhum adepto devia ter a coragem para falar neles já que corre o risco de na semana seguinte receber na mesma moeda. Infelizmente, não é isso que tem acontecido este ano, acabando o alvo por ser sempre o mesmo.
Passando este aparte à frente, o que mais me irritou (penso que seja este o termo correcto) e me deixou profundamente descontente hoje, foi que tal como em outras não sei quantas ocasiões esta época assisti a um jogo completo do Braga, jogo esse que primou sempre pelo equilíbrio mas que, como sempre, acabou com o mesmo vencedor. Há uma frase bastante antiga e que provavelmente muitos já a ouviram: "no futebol são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha". Eu cada vez mais acho que neste campeonato faz todo o sentido dizer que "no futebol são onze contra onze e no fim.. ganha o Braga"! Independentemente de todo o mérito que a equipa de Domingos tem tido indiscutivelmente em muitos triunfos, que me desculpem os bracarenses (e já agora os pseudo-bracarenses), mas o Braga tem sido acompanhado desde o início da época por uma "estrelinha da sorte" que eu espero sinceramente não se torne em "estrelinha de campeão". Estou desde o início da época à espera que esse efeito acabe, mas a verdade é que ele não parece ter fim à vista, e isso podem crer que me "incomoda"..
Tratou-se como já disse de um jogo extremamente disputado, com ambas as equipas a terem os seus períodos de relativo domínio, pelo que este foi quanto a mim claramente daqueles jogos cujo empate seria o resultado mais justo. O Marítimo apresentou-se bastante confortável em campo, trocando a bola com calma e praticando um futebol agradável, enquanto que o Braga também esteve longe de fazer uma exibição negativa, principalmente atendendo às várias ausências na sua equipa. Também não esteve nada brilhante, mas aqui há também bastante mérito do adversário.
Nota 1: Para mim, pior que a bola fora no lance do segundo golo, foi ver o Bruno perder a bola daquela maneira por ter tentado fazer não se sabe o quê quando ali se exigia claramente que ele a tirasse da zona de perigo. É o jogador que pela sua experiência menos se admitia que cometesse um erro destes e que acaba por prejudicar a sua equipa à custa de uma falha que já tinha obrigação de não cometer.
Nota 2: Há aspectos em que se vê claramente a diferença de qualidade entre treinadores. E aqui a minha comparação é entre Mitchell e o actual treinador do Sporting, Carvalhal. Relembrem-se como é que este último montou a sua equipa (na altura o Marítimo) na visita ao Estádio da Luzna jornada inaugural. Agora descubram as diferenças para a forma como, com os mesmos recursos, o holandês conseguiu colocar o seu conjunto a jogar. É por isso que discordo totalmente quando me dizem que o anti-jogo é a única forma de equipas inferiores ombrearem com os "grandes". EsteMarítimo (e até mesmo a exibição de ontem do Belenenses) são prova disso mesmo. Simplesmente há treinadores e treinadores.
Post original publicado no fórum PrimeiraLiga.com.
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