Desta vez não foi necessário a presença de observadores de clubes ricos para o Sporting realizar uma exibição convincente, embora só na 2ª parte e na passagem do 4x2x3x1 para o 4x4x2 é que a equipa passou a apresentar uma qualidade de jogo capaz de golear o seu adversário. Durante a 1ª parte vi o Sporting interiorizar os seus princípios de equilíbrio, nomeadamente na forma como ganhava as segundas bolas. O mesmo já não posso dizer em relação à procura dos espaços-chave para poder finalizar, uma vez que a indefinição no último passe impedia a equipa de incomodar Bruno Vale.
Na 2ª parte, com a passagem para o 4x4x2, ou seja, com a saída de Yannick e a entrada de Saleiro, a equipa rapidamente corrigiu essa situação e passou a procurar esses espaços-chave de forma bastante mais intensa e objectiva. A velocidade de processos no último terço do terreno e a rápida recuperação da bola no meio-campo defensivo adversário foram elementos chave para o Belenenses se desorganizar por completo.
Mais uma vez destaco a zona de pressão preconizada por Miguel Veloso e por Pedro Mendes. Juntos formam de facto uma máquina de sucesso nas segundas bolas que deixa transparecer na equipa uma noção de equilíbrio nunca vista esta época. No fundo, considero que estes dois elementos são os principais responsáveis pela melhoria geral da equipa em todas as etapas do jogo.
Apesar do preço dos bilhetes, desloquei-me ao estádio do Restelo e não me arrependi nada. Só desejo poder continuar a assistir ao vivo nos próximos anos a exibições deste nível.
Post original publicado no fórum PrimeiraLiga.
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