Mais uma vez, os jogadores apresentaram em campo a atitude correcta num jogo destes: não deram tempo ao adversário para se organizar nem acertar as marcações defensivas, e muito menos tiveram à espera que o golo caísse do céu. Foram à procura dele desde o primeiro segundo, com uma garra e um empenho impressionantes, implementando uma pressão altíssima que fez com que o Paços andasse completamente perdido naquele período inicial. Foram vinte minutos extremamente intensos, com o Benfica a implementar um ritmo muito forte e a conseguir retirar daí dividendos, chegando aos vinte minutos com uma vantagem já de dois golos. Di Maria voltou a ser crucial pois foi dos seus pés que surgiram a maior parte dos desequilíbrios. É perfeitamente visível a motivação elevadíssima por parte do argentino, que foi até bastante trapalhão em alguns lances, precisamente pela sua ânsia de ter a bola nos pés e fazer com ela a diferença.
Até ao intervalo o jogo acalmou um pouco e o Paços conseguiu ainda reduzir a diferença, um golo que embora, pelo menos a mim, não tenha conseguido assustar verdadeiramente, mas que mostrou aos jogadores do Benfica que seria necessário voltar a subir o ritmo no segundo tempo porque o jogo ainda não estava resolvido. Dito e feito, pois mais uma vez com grande personalidade a equipa foi à procura do terceiro golo que daria maior conforto, e depois de já várias oportunidades desperdiçadas acabou por o conseguir. Até final foi feita uma gestão correcta da vantagem, com uma boa circulação de bola e mantendo sempre o adversário longe da nossa baliza. Aliás, o próprio Paços não parecia ter a disponibilidade física necessária para discutir o resultado, o que demonstra desde logo a importância que aquele fortíssimo período inicial teve no desgaste do adversário.
Foi mais uma vitória extremamente moralizadora, pois embora não tenha tido um resultado tão volumoso como em outras ocasiões, foi alcançado através de mais uma exibição portentosa. A equipa, como vem sendo hábito, soube sempre o que fazer nos vários períodos de jogo, apresentou uma maturidade notável, um espírito incrível e um futebol, como sempre, extremamente vistoso! E tudo isto foi feito sem elementos tão importantes comoJavi Garcia, Ramires e Aimar. Noutros tempos, talvez para muitos seria impensável o Benfica realizar uma exibição destas sem estes jogadores, mas de facto as rotinas estão tão bem assimiladas que os jogadores que entram conseguem realizar a sua função tão bem como os actuais titulares. Mérito, claro está, para o nosso treinador! Até podemos vir a não ser campeões, mas esta equipa é de facto feita de campeões!
Post original publicado no fórum PrimeiraLiga.
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